sábado, 7 de novembro de 2009

A POETA ANDRÉIA DE OLIVEIRA ENTRE OS MELHORES DE 2009

A editora Câmara Brasileira de Jovens Escritores selecionou o poema “A Rosa dos Ventos dos Lamentos Racionais” de autoria da poeta Andréia de Oliveira, publicada anteriormente na “Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos Nº 57”, para participar de uma publicação que reunirá os melhores e mais belos poemas do ano de 2009.
Participou dessa seletiva 500 poemas, inscritos no período de novembro 2008 a outubro 2009, submetidos à Comissão Permanente de Avaliação da CBJE juntamente com 06 grupos especiais, composto por 10 leitores em média, que atribuiu notas de 10 a 50 para cada obra avaliada.
As obras melhores pontuadas estarão reunidos no “Panorama Literário Brasileiro”, a ser lançado em dezembro de 2009, um documento histórico da CBJE, editado todos os anos desde de 2004, com o objetivo de registrar os melhores poemas inscritos em suas seletivas. Pois é, os poetas se fazendo existir!

A ROSA DOS VENTOS DOS LAMENTOS RACIONAIS

Barbas brancas sobre a face da noite
Ofuscam o brilho dos faróis da esperança;
Olhos perdidos na abóbada celeste do norte
Por onde caem as gotas do pesar indecente
A cair por entre os escombros da morte
Em meio as explosões do imperioso sonho demente!
São as mesmas lágrimas que movimentam a revolta das águas do leste;
Clamor das ondas devastando as terras áridas de vida
A sufocar os gritos da insanidade inocente.
O pranto dos mares: evapora-se , emudece-se, Cala-se!
Acima do reino dos famigerados do sul
Miseráveis frutos dos campos amargos dos desvalidos;
Infame arquitetura dos projetos de seca!
E tu que já derrubaste muros,
Ergueste edifícios, Desvendaste o segredo da vida,
Aventurando-se nos limites do espaço infinito,
Permaneces imóvel no ponto áureo da direção do oeste!
De pé ante a estátua dos cavaleiros de bronze;
Buscas o reluzido brilho perdido
Enquanto contemplas os raios de outrora!
Simplesmente ali ressecaste tuas vistas;
E apenas permites que a chuva escorra,
Suavemente, por dentre as cicatrizes do teu rosto de choro.
fonte: Voos da Alma
Original photo by Milo Baumgartner

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O RENASCIMENTO DAS LETRAS BAIANAS

“Nessa nossa débil cultura baiana da alegria extasiada, estampada nos rostos dos que correm atrás do rio, eis que surge o proscrito maldito: a escrita realista, sagaz e inteligente do escritor baiano Elenilson Nascimento.”
Por Andréia de Oliveira

Já se passaram muitos carnavais desde que Luís Caldas inaugurou, por meio dos passos estranhos do fricote, o Reino do Axé na Bahia, decretando, assim, a veiculação da ideia, comprada quase que imediatamente pela mídia nacional, da suprema alegria do povo baiano, como se todos aqui vivessem em um estado de êxtase coletiva com braços para cima correndo atrás do último trio elétrico.
Errônea ilusão dessa nova terra de faz-de-conta, tão insana que é capaz de seduzir a juventude aburguesada do “sul-maravilha”, arrastando ainda a molecada dos desfavorecidos dos quatro cantos do país, que todos os anos lotam essa centenária cidade em uma peregrinação profana rumo a uma meca imaginária.
E, assim, sobrevivemos em meio aos cabelos reluzentes das deusas do trio elétrico de plástica perfeita e dança irretocável, rememorando os grandes feitos dos heróis da inteligência do passado, bebendo esse nosso café requentando de cada dia, salvo as opções extras do nosso menu artístico, que vez por outra, surgem para nos aliviar dessa nossa letargia cultural.
E a Bahia, essa terra mística da magia que amarga as mil contradições dos filhos da senzala, tão sabiamente retratada no passado por meio dos romances histórico de Jorge Amado, produz, de tempos em tempos, os filhos da indignação que por seu olhar crítico e audaz destrincham e desmontam os alicerces da sociedade.
Nesse contexto, insere-se o livro do escritor baiano Elenilson Nascimento, “Memórias de um Herege Compulsivo” (Clube dos Autores), uma coletânea com 30 contos de estética original e conteúdo polêmico, que nos remete ao âmago das raízes obscuras do gênero humano, em sua capacidade impar de gerar os males de uma sociedade que a cada dia agoniza mais, vítima da metástase das células cancerosas do seu próprio ser.
São histórias emocionantes, resgatadas da cruel realidade que não ilustram cartões de visitas, narradas em linguagem crítica e sagaz, recheadas de metáforas envoltas em tons de lirismos perdidos das letras.
Mas o grande diferencial, entretanto, desse autor baiano, seria a sua habilidade em contextualizar suas histórias em face dos diversos aspectos da sociedade atual, penetrando em questões inerentes aos aspectos psicológicos, sociais, políticos e educacionais. Nesse sentido, seus personagens seriam o pano de fundo para a expressão de sua voz consciente, audaz e inconformada, ecos de um dos poucos sobreviventes de uma geração que não se rendeu aos apelos do sistema, nem a superficialidade das idéias presentes , que surgem tão vivamente nessa nossa mórbida cena cultural baiana, enaltecida, apenas por nomes consagradas de um distante, passado de efervescência intelectual, criativa e musical. (“MEMÓRIAS DE UM HEREGE COMPULSIVO”, de Elenilson Nascimento, 303 págs, Rio de Janeiro, 2009 – Clube dos Autores)
>>> CLIQUE AQUI e adquira o livro direto com a editora. AQUI e conheça o blog do livro. E baixe AQUI também o CD “Poemas de Mil Compassos Vol. 1”, com organização de Elenilson Nascimento e vários poemas recitados e muitos bônus tracks.
fonte: A. de Oliveira/Voos da Alma

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O HEREGE EM VITÓRIA-ES

Convite para o lançamento de
"Memórias de um Herege Compulsivo"

Dia 18/11/09, local: OAB/ES
Ed. Ricamar - Centro, Vitórias-ES

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O POETA TATUADO DI FREITAS E O HEREGE

Existem muitos grandes talentos no mundo das artes que estão a ser desperdiçados, pelo simples fato de os editores não os darem a conhecer ao grande público! E, obviamente, trata-se de uma enorme injustiça. Um bom exemplo é o tatuado poeta Di Freitas. Natural de Campo Grande-MS (*olha os braços do cara!), que tem um texto de cunho social muito forte. Freitas também faz parte da antologia "Poemas de Mil Compassos" da Coleção Literatura Clandestina/2009. Nas fotos abaixo, o poeta com o meu livro “Memórias de um Herege Compulsivo”.fotos: divulgação

ENTREVISTA COM O CANTOR MÁRCIO MELLO

“Não gosto de pagode, acho de mau gosto.” Numa entrevista exclusiva o cantor baiano Márcio Mello (“Sou um Bozo elétrico!”), que também já nos deu uma exclusiva - CLIQUE AQUI - e que também participou dos “Poemas de Mil Compassos”, expõe toda a sua predileção musical, com críticas ao que não gosta (“Não gosto de pagode, acho de mau gosto”). Ele fala de sua carreira e revela aspectos de um estilo ímpar.

fonte: Jornal da Metrópole
foto: UIisses Dumas

domingo, 1 de novembro de 2009

MÁS NOTÍCIAS

Por Johnny Thiago
Hei de ver o mundo à frente do nariz
Embora ache que esteja reviravolto
(Mas) Como as ondas trazem mudanças
Ficá-lo-ei esperando, que tragam boas.

Eis que o mundo reparte de novo
Em duas em três em quatro formas
De ser egoísta de novo
E de novo, de novo, de novo...

Eis que os planos destratam
E os tratos caem com os fatos
Sem atos de compaixão
São todos ladrões sem emoção.

Enquanto alguns morrem na falta
Na fartura fraturam as almas
A Terra fartou-se de tudo
Está tudo um absurdo

(Mas) Não adianta tentar gritar
COLOCAR AS LETRAS ASSIM
São todos cegos e surdos.
E a culpa não é minha
São apenas más notícias.

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM ELENILSON PARA A REVISTA ZAP!

“Entramos no século XXI com todas as possibilidades científicas e tecnológicas de superação das nossas condições de desigualdade econômica e sócia, mas infelizmente a realidade brasileira não confirma essa tese. Ocupamos o segundo lugar em mortes por armas de fogo em todo o mundo, temos 25 milhões de miseráveis e uma educação formal deficitária.”Hoje foi publicada uma entrevista exclusiva para a revista eletrônica ZAP!, onde fui questionado pela jornalista Elizabeth Misciasci sobre o verdadeiro valor da literatura, se a escrita é uma vocação ou um ofício, como sobreviver como escritor, visibilidade, ingresso no mercado editorial, maior penetração nos círculos intelectuais, sobre a presença hegemônica dos Estados Unidos, educação, cultura sustentável, Internet, poesia concreta, linguagem construtivista, o mercado das antologias, poesia surrealista, matéria-prima do poeta, mercado editorial e muito mais. “O ex-professor, atual escritor e jornalista, (repórter especial e colunista) do "Valor Cultural" Jornal de Minas Gerais e blogeiro da Literatura Clandestina, nos conta um pouco de sua trajetória, e os motivos que o faz atrair um número importante de leitores.”
Revista Zap! – Quem o convenceu de que tinha talento?
E. Nascimento – Isso ainda não aconteceu. Nem em sonhos. Mas aceito ajuda.
Revista Zap! – Você acredita que realmente tem talento?
E. Nascimento – Nem se eu ganhasse o Nobel de literatura. Nem se Saramago chorasse com um livro meu. Nem se o Fantástico fizesse uma matéria sobre mim. Nem se Jorge Amado me falasse de joelhos.
Revista Zap! – Você percebe algum aspecto incomum na Literatura Brasileira?
E. Nascimento – Incomum? Vejamos. Um cara que tem um blog, escreve bem, mas que ainda não tem um espaço cativo e que não é incentivado por ninguém. Isso só acontece num país como o nosso. Isso é muito chato.
Revista Zap! – E os planos? Há alguma projeção objetiva ou uma meta específica para o futuro? Qual (is)?
E. Nascimento – Não faço mais planos. Não sei se tenho mais objetivos traçados. Não acredito mais nisso.
Revista Zap! – Que conselho você daria aos novos autores, àqueles que estão começando?
E. Nascimento – Se jogue!
Revista Zap! – Você já sentiu vontade de esganar um crítico?
E. Nascimento – Esganar? Não. Mas abraçar também não. As críticas são corruptoras do pensamento dos que pensam.
Revista Zap! – Se Deus existe, o que Ele pensa sobre você?
E. Nascimento – Imagino que Deus não goste muito de escrit
ores.
fonte: Revista Zap!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

ARCO-ÍRIS EM PRETO E BRANCO

Por Di Freitas
A Olimpíada de 2016 ainda está longe de acontecer, mas o Brasil já é o recordista em uma modalidade: as mortes de homossexuais! Conforme relatório do GGB (Grupo Gay da Bahia), publicado no dia 28/10/09, no jornal eletrônico Folha On-Line, a cada dois dias um homossexual é morto vítima da homofobia. Um dado preocupante, pelo menos deveria ser caso das nossas autoridades levarem mais a sério essa violência contemporânea. Durante a “Parada do Orgulho Gay”, realizada no dia 14 de junho de 2009, na cidade de São Paulo, mais de 3 milhões de pessoas saíram para “celebrar”, reivindicar e colher assinaturas para serem enviadas ao Senado na tentativa de aprovar o projeto de lei complementar Nº 122, que criminaliza a homofobia em âmbito nacional. Um absurdo! Pois já se passaram três anos desde a criação do projeto e mais “seres humanos” continuam sendo assassinados! Enquanto isso, os senadores, bem... Deixa pra lá, tem mais um feriado prolongado aí, eles precisam descansar!

Cores do arco-íris na avenida enfeitar
Viva a parada do orgulho gay,
os excluídos saem para reivindicar!

Eles precisam ser ouvidos
Tem menos valor que um bandido!
Só porque esses têm o sexo definido!

Quando se fala em preconceito
Só se pensa em racial
Herança da descoberta
de Pedro Álvares Cabral

O preconceito vai além da cor
Existem seres que não aceitam a opção
É a chamada homofobia
Daqueles que não tem Deus no coração!

Os travestis são seres humanos
Como outro qualquer
Tem sentimentos, tem família
Vivem felizes num corpo de mulher!

O caso é sério ninguém faz nada pra ajudar
O que fazer quando o banheiro público precisar usar?
Ele ou ela, e agora, onde entrar?
Coisas do cotidiano
Que causam transtornos e humilhações!
Tem mais dignidade
Do que aqueles envolvidos em corrupções!

No fim do arco-íris, há esperança
De um tesouro encontrar!
A igualdade entre as pessoas
Que vivem a lutar!
Contra o preconceito violento
De alguns que não conseguem aceitar
A cor da pele!
Numa mulher, o homem se transformar!

Quem sou eu para criticar?
Quem é você para criticar?
Jesus Cristo, o homem perfeito
Carinho soube dar
A Maria Madalena
Primeira prostituta que se ouviu falar!

Esse é o exemplo que temos que seguir
“Amai o próximo como a ti mesmo!”
Sem homofobia, sem preconceitos raciais
Todo ser humano é igual
Nesse mundo, somos simplesmente mortais!
A inspiração das fotos que ilustram o texto de Di Freitas veio das obras de arte sacra de um calendário com transexuais como santos que anda chocando a Espanha. As imagens mostram uma Virgem Maria de seios à mostra. Em outra foto, Maria tem maquiagem e acessórios de uma drag queen e ainda segura um bebê representando o Menino Jesus. Essa união do sagrado com o profano está retratada no polêmico calendário lançado pela ONG Associação de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais de Madri (COGAM, em espanhol) em que se vê transexuais e drags no papel de santos.
fotos: divulgação

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

SLIDE

terça-feira, 27 de outubro de 2009

CONVITE DE LANÇAMENTO NO RIO DE JANEIRO

Dia 01/11, domingo, a partir das 19 horas,
na Livraria Arteplex Unibanco,
Praia do Botafogo, 316,
Rio de Janeiro - RJ

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PARA SACUDIR A POEIRA

“Elenilson Nascimento é uma pomposa promessa na literatura do País e o seu livro “Memórias de um Herege Compulsivo” virou tema de pesquisa e de debates na Universidade Federal do Estado de Minas Gerais: critica a despolitização da literatura nacional.”

>>> Leia aqui o suplemento do Jornal do Comercio/MG com a matéria. <<<

fonte: Jornal do Comercio/MG
Poemas de Mil Compassos © 2009-Elenilson Nascimento-
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