MOTIVO PARA MATAR
Por Eliane Silvestre
A notícia de jovens que matam um garçom em Porto Seguro, porque o bar estava fechando, trouxeram-me lágrimas e este poema...
Apenas um homem.
Nada mais.
Trabalhava
Onde outros
Se divertiam.
Apenas um homem,
Que servia.
E, porque acabou
Seu dia,
Não serve mais.
Mas serve
Para provar
A insanidade
De quem não serve
Para estar vivendo.
NÃO SERVE, NÃO SERVE!
SERVIÇAIS DO DIABO!
SERVEM NUMA BANDEJA
A DOR DO FILHO,
QUE FICOU SEM PAI;
A DOR DA MULHER,
CUJO AMOR SE VAI.
SERVE PARA PROVAR
QUE É PRECISO URGENTE
ENSINAR
QUE ESCOLA TEM QUE FORMAR GENTE,
QUE SAIBA ANTES DE TUDO AMAR!
EM VELHO SER
Por Eliane Silvestre
Ainda que eu seja
Um monte de células adiposas,
Um monte de verrugas asquerosas,
Um monte de redes, com sede, varicosas,
Um monte de cicatrizes teimosas,
Vomitadas por entre
Montes flácidos por cima de outros montes,
Uma barriga horrorosa,
Uma pele com memória dolorosa,
(Memória da alegria não envelhece)
Ainda assim minha mente cresce...
Neste lapso de tempo,
Enquanto meu corpo espera o momento
De se tornar banquete,
Minha alma não empobrece.
Só a carne apodrece
E promete
Ser saboreada por ávidos admiradores
Microscópicos, vermes, larvas, insetos
Amebas, prótons, elétrons...
Transformação!
Minha alma sobe ao céu ou quiça ao léu,
Enquanto meu corpo se perderá,
Na imensidão.
Não dá pra correr
Da dura verdade da deteriorização.
Todo mundo vai morrer:
Eu, você e toda a sorte de gente
Que habita seu coração.
Mas dá pra manter-se jovem,
Reinventando a vida
A cada minuto, a cada ação:
Com a alegria da criança;
Com a coragem do adolescente,
Que nunca cansa
E com intensidade sente;
A responsabilidade do adulto
De não andar na contramão;
E a sabedoria do velho,
que entrou em paz com a solidão.
Todos unos vivendo
Uníssonos em oração!
Oração da alegria,
Da beleza que sobrevive
Por sobre a morte...
E, rasgando o tempo, é forte,
Não tem prazo de duração.
Por Eliane Silvestre
A notícia de jovens que matam um garçom em Porto Seguro, porque o bar estava fechando, trouxeram-me lágrimas e este poema...
Apenas um homem.
Nada mais.
Trabalhava
Onde outros
Se divertiam.
Apenas um homem,
Que servia.
E, porque acabou
Seu dia,
Não serve mais.
Mas serve
Para provar
A insanidade
De quem não serve
Para estar vivendo.
NÃO SERVE, NÃO SERVE!
SERVIÇAIS DO DIABO!
SERVEM NUMA BANDEJA
A DOR DO FILHO,
QUE FICOU SEM PAI;
A DOR DA MULHER,
CUJO AMOR SE VAI.
SERVE PARA PROVAR
QUE É PRECISO URGENTE
ENSINAR
QUE ESCOLA TEM QUE FORMAR GENTE,
QUE SAIBA ANTES DE TUDO AMAR!
Por Eliane Silvestre
Ainda que eu seja
Um monte de células adiposas,
Um monte de verrugas asquerosas,
Um monte de redes, com sede, varicosas,
Um monte de cicatrizes teimosas,
Vomitadas por entre
Montes flácidos por cima de outros montes,
Uma barriga horrorosa,
Uma pele com memória dolorosa,
(Memória da alegria não envelhece)
Ainda assim minha mente cresce...
Neste lapso de tempo,
Enquanto meu corpo espera o momento
De se tornar banquete,
Minha alma não empobrece.
Só a carne apodrece
E promete
Ser saboreada por ávidos admiradores
Microscópicos, vermes, larvas, insetos
Amebas, prótons, elétrons...
Transformação!
Minha alma sobe ao céu ou quiça ao léu,
Enquanto meu corpo se perderá,
Na imensidão.
Não dá pra correr
Da dura verdade da deteriorização.
Todo mundo vai morrer:
Eu, você e toda a sorte de gente
Que habita seu coração.
Mas dá pra manter-se jovem,
Reinventando a vida
A cada minuto, a cada ação:
Com a alegria da criança;
Com a coragem do adolescente,
Que nunca cansa
E com intensidade sente;
A responsabilidade do adulto
De não andar na contramão;
E a sabedoria do velho,
que entrou em paz com a solidão.
Todos unos vivendo
Uníssonos em oração!
Oração da alegria,
Da beleza que sobrevive
Por sobre a morte...
E, rasgando o tempo, é forte,
Não tem prazo de duração.

1 comentários:
Eliane, parabéns!!! Que maravilha as poesias, lindíssimas!!! Desejo todo sucesso do mundo, fique na paz de Deus. Bjos.
Di Freitas.
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